Cultura

Bicicleta Elétrica



Hélio Consolaro

O pedestre é o sujeito que anda com seus próprios pés, é o transeunte mais vulnerável do trânsito, depois vem o ciclista.

Atualmente, surgiu um veículo novo: a bicicleta elétrica (sem acelerador), que pode ser dirigida a partir dos 16 anos, não precisa de CNH. Já andei muito de bicicleta em Araçatuba-SP,

trabalhando em firmas como office boy. Ela também era o meu veículo para passeios e pescaria. Eu fui um bicicleteiro.

Ciclista é o esportista que pratica ciclismo nos finais de semana. Roubaram minha Monark novinha, com cadeado, corrente e tudo. Era pobre roubando pobre.

Usei também a mobilete Caloi, Honda 125 e Yamaha também. Até que chegou a época de ter carro e moto. Abandonei a Yamaha porque eu andava caindo muito. Araçatuba era conhecida como a cidade da bicicleta, a terceira do Brasil.

Falava-se. A magrela precisava ser licenciada, tinha placa e podia ser multada. A moto já é uma bicicleta motorizada a combustível, mas muito potente.

Está na moda, conforme permite o nosso código de trânsito, a bicicleta elétrica ou bicicleta de pedal assistido.

Araçatuba foi tomada por tais veículos. Bicicleta Elétrica (ou E-bike): é o veículo que possui motor auxiliar, mas exige que você pedale para que o motor funcione (o chamado pedal assistido).

Elas não podem ter acelerador manual e a velocidade máxima permitida é de 32 km/h. Há cada figura em cima de uma bicicleta elétrica, principalmente veinhos e veinhas.

De vez em quando, são atropelados. CARRO ELÉTRICO Na crise do petróleo de 1973, a saída foi o álcool. E o óleo de mamona como biodiesel. Essas alternativas continuam no mercado.

Aconteceram durante a ditadura militar. A região Noroeste de São Paulo se tornou um imenso canavial.

Nessa época, eu estava lecionando em Rosana-SP, solo árido, só se plantava mamona. Tive um carro somente a álcool, não havia o flex, comprei o zero, havia certa desconfiança do carro com combustível vegetal.

Até hoje ainda há gente que prefere abastecer seu pangaré a gasolina. Atualmente, a saída é o carro elétrico ou híbrido. Ainda mais com o surgimento das placas solares (ou painéis fotovoltaicos).

Já tive oportunidade de andar num carro totalmente elétrico de um motorista de aplicativo. Puxei o papo com o cara e ele foi contando as vantagens e desvantagens: autonomia de 290 km, ótima para taxista. Ruim para grandes viagens.

As corridas ficam mais lucrativas, gasta-se menos em combustível. O carro a gás não pegou.

Automover-se foi uma busca do ser humano. Conseguiu. De vez em quando vem uma crise, mas passageira. E os cientistas trabalham para resolver os problemas. E Deus ajuda, por que não?

Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor.

Membro das academias de letras de Araçatuba, de Andradina, de Penápolis e Itaperuna-RJ

 

 


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