Cultura

Bipolarismo de Trump e multilateralismo de Lula



GUERRA NA UCRÂNIA - RETRATO DO BIPOLARISMO, MUNDO EM CONFLITO Erich Hartmann: "Guerra é um lugar onde os jovens que não se conhecem e não se odeiam se matam por decisão de velhos que se conhecem, se odeiam, mas não se matam.

" Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com a derrota de Hitler, Estados Unidos e União Soviética, como vencedores do conflito mundial, dividiram o mundo.

Então estabeleceram a guerra fria, os dois maiores não guerreavam entre si, mas punham os países de menos potência para brigarem entre si. Assim, alimentavam suas economias com a venda de armas.

Por que, na década de 60, Cuba, ao se tornar comunista, foi um desaforo para os Estados Unidos? Era uma invasão dos ideais da União Soviética no quintal norte-americano, já que as Américas eram seu protetorado.

A criação da Organização das Nações foi uma tentativa de manter a paz no mundo pela adoção da atitude multilateralista após a Segunda Guerra.

Mas ela só foi criada quando permitiu o poder de veto no Conselho de Segurança, ou seja, Estados Unidos, União Soviética, França, Reino Unido e China. O multilateralismo foi manietado.

Apesar de a Europa ter dois membros no Conselho de Segurança, ela perdeu poder no decorrer do tempo, está de joelhos principalmente nos tempos de Donald Trump.

A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), um bloco de defesa dos EUA com a Europa para enfrentar o avanço da hoje Rússia, tem um membro ameaçado a ser tomado por Trump, aGroenlândia.

E a história? No bipolarismo, há quem manda, determina, usa a força, surge a guerra; no multilateralismo, há blocos de países, a diferença entre as nações não é tão acentuada, as decisões são coletivas.

O Brics é a maior ameaça ao governo Trump, proposta por Lula que está ganhando corpo.

Com o avanço da espiritualidade, da solidariedade e do diálogo no relacionamento
Interpessoal, não há mais razão para o autoritarismo entre as nações.

Com o avanço da consciência planetária na humanidade, que é envolver globalmente, pensar localmente e cuidar da casa comum, o nacionalismo está debilitado.

Trump está no mundo do século 20 (primeira metade), só há interesses econômicos. Prevalece o ódio em detrimento do amor em armas, guerra.

Trump respeita Lula porque suas propostas são transparentes, não se trata de conflito econômico, trata-se de um líder em que se pode confiar, idealista, por isso Bolsonaro foi descartado, é um igual.

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro das academias de letras de Araçatuba, Andradina, Penápolis, Itaperuna-RJ.


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