Cultura

Ingratidão com o Ritinha Prates



Foto: Hélio Consolaro

A parente estava internada desde 1987, ou seja, há 38 anos.

Ela já era considerada moradora do Hospital Ritinha Prates, sem registro de responsável no cadastro. Assinar lista de presença não é cadastro.

Talvez tivesse medo de receber alguma cobrança.

Os parentes da internada terceirizaram gratuitamente os cuidados. Ia visitar quando desse certo. Confiança total.

A parente morreu após 38 anos de internamento, sem custo. Foi sepultada dignamente.

Em vez de agradecimentos, os dirigentes do Ritinha recebem uma denúncia policial, um tapa na cara.

Que ingratidão! ECONOMISTAS A SERVIÇO DO MERCADO. Antes de criticar, vamos definir.

Economista é um profissional formado em faculdade, curso superior, que estuda e analisa as atividades econômicas, como produção, distribuição e consumo de bens.

São metidos a adivinhar o futuro econômico do país.

Na Fundação Educação de Araçatuba, há o curso de economia. Muita gente faz advocacia, administração ou economia para dizer que tem um diploma universitário.

Os economistas sempre falavam na mídia o economês, uma linguagem hermética com palavras técnicas, principalmente na época da ditadura.

Atualmente, os deuses desceram do monte Olinto a pedido de seus patrões, o "mercado", embora contem as mesmas mentiras. O vocabulário usado é mais acessível.

O termo "economês" foi criado por Millôr Fernandes, intelectual e humorista já falecido.

Para ele, a economia compreende todas as atividades do país, mas nenhuma atividade do país compreende a economia".

Quando o "mercado" (especuladores da av. Faria Lima) está descontente com o governo, solta os economistas para fazer previsões catastróficas na mídia.

O mercado nunca gostou do Lula, pois o presidente disse que governa para os pobres e não para os endinheirados, como quer o mercado.

Um certo canal de tevê fez uma reportagem de como estava a economia do Brasil em planilhas.

Depois, entrevistou um economista que criticou o governo e expôs outra planilha, quase igual à apresentada anteriormente, fornecida por Haddad.

O apresentador do noticiário notou e registrou a semelhança entre as duas planilhas.

O economista justificou, com cara de bunda na tela, que a economia nem sempre acerta. Aliás, para a graça de Deus, em tempos atuais está errando sempre.

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro das academias de letras de Araçatuba, Andradina, Penápolis e Itaperuna-RJ.


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