Cultura

O Brasil virou um negócio da China



Ando entusiasmado com a China, de seu papel no mundo atual, peitando os Estados Unidos. Ando trocando a nacionalidade de meus aparelhos: celular passou a ser Xiaomi, relógio de pulso digital, aparelho de ouvido.

De repente, sem querer, estou comprando roupas chinesas. Só está faltando aprender mandarim. E tudo mais barato.

No meu tempo de estudante, a China era um parâmetro para quem fosse marxista-leninista.

Mao Tse Tung era o grande líder, mestre da revolução cultural. Até simplificaram o idioma mandarim para facilitar o trabalho de alfabetização das massas. Vivi a época em que chinês era um produto paraguaio, a mesma coisa, badulaque, coisa malfeita, quebrava à toa. As sacoleiras viveram essa realidade.

De repente, os chineses invadiram o Calçadão de Araçatuba com lojas, depois nossos celulares com sites de venda. Agora foram eliminadas as taxas das blusinhas nas importações chinesas menores de 50 dólares. O mundo é uma grande nação, não tem mais fronteiras.

COPA DO MUNDO, UMA GUERRA ESPORTIVA

Inventaram as disputas esportivas para substituir as disputas nacionais. Em 2026, como em algumas anteriores, aconteceram em meio à guerra bélica.

Como nos outros anos, a Copa do Mundo não aconteceu porque o mundo estava numa guerra pesada. Em 2026, quem governa os Estados Unidos, um dos locais do mundo onde ocorrerá a copa, é um louco, cujo país está em forte tensão.

A BBC de Londres disse que os turistas não querem saber de viajar para lá por dois motivos: futebol é irrelevante e o governo local não oferece segurança, é um louco que quer atirar em todo mundo.

Nem o povo que o elegeu quer saber mais dele. O melhor conselho dado por Lula a Trump foi para sorrir, o cara é carrancudo demais. Ele não tem a inocência do sorriso no coração.

Em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, 700 mil habitantes, cidade praieira, há algumas funcionárias municipais com a função de presidente da república na carteira.

No papel, tiveram a função antes de Dilma Roussef. Se tivesse acontecido comigo, eu ia requerer aposentadoria na função de presidenta.

Cargo político é exercido por mandato. Nesse caso, o único que se aposenta por tempo de serviço é o Lula.

Como aconteceu isso em cidade tão progressista? Não me faça pergunta difícil. Em Araçatuba há vereador com mais de 30 anos de vereança. Quem explica? Não sorri para ninguém...

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membros das academias de letras de Araçatuba, Andradina, Penápolis e Itaperuna-RJ


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